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Preço dos combustíveis sobe e caminhoneiros articulam possível paralisação

No último dia 20 de Julho, o Governo Federal anunciou o aumento da cobrança da alíquota de PIS e COFINS sobre o preço da gasolina e do diesel. Também foi anunciado um corte de R$ 5,9 bilhões em gastos do governo, com a previsão de arrecadar o total de R$ 10,4 bilhões, e reduzir o rombo nas contas públicas. O objetivo das medidas é cumprir a meta fiscal de 2017, fixada em um déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões.

As alíquotas de PIS e COFINS subiram de R$ 0,3816 para 0,7925 na gasolina e R$ 0,2480 para R$ 0,4615 no litro do diesel, o que causou um aumento de R$ 0,41 por litro da gasolina e de R$ 0,21 por litro do diesel, e causou muito descontentamento por parte dos caminhoneiros.

O valor dos fretes no Brasil já está defasado em cerca de 25%, e o aumento dos custos do diesel, principal insumo do transporte, diminui ainda mais a pequena margem de lucro dos transportadores. Por isso, diversos grupos de caminhoneiros, de forma ainda descentralizada, estão mantendo contato por meio de redes sociais, procurando organizar paralisações nas rodovias do Brasil.

Um grupo de Whatsapp, com mais de 200 membros, pregam que a saída seria uma paralisação geral das principais rodovias em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, bloqueando a entrada de caminhões nessas cidades, e cobrando do governo, além da redução de impostos do diesel, maior enfoque na segurança dos caminhoneiros, principalmente no Rio de Janeiro.

Algumas publicações no Facebook, e também pelo Whatsapp, sugerem uma greve para o dia 1º de Agosto, porém não há nenhuma informação que confirme o ato.

Nos últimos anos diversas greves de caminhoneiros bloquearam rodovias em todo o país, com diversas reivindicações sendo feitas ao governo, porém, nenhuma foi completamente atendida pelo legisladores.

 

Fonte: http://blogdocaminhoneiro.com

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